terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Nova embalagem aumenta o tempo de comercialização do palmito

Um novo revestimento comestível foi desenvolvido para substituir a salmoura que envolve os palmitos em conserva onde o vidro também foi substituído por uma embalagem cartonada.
Essa nova tecnologia prolonga de 6 a 22 dias a validade do produto depois de aberto.

A matéria completa segue abaixo ou pode ser acessada no endereço:
http://www.agrosoft.org.br/agropag/213077.htm


Nova embalagem aumenta o tempo de comercialização do palmito

Uma nova tecnologia beneficia os consumidores e os produtores de palmito pupunha. A embalagem de vidro será substituída por um caixa feita de papel cartão. Diferente do armazenamento em recipiente de vidro, o palmito é banhado em uma solução filmogênica, que cria uma película e protege o alimento. Esse revestimento é comestível e não altera aparência e sabor do produto. A substância química, que substitui a salmora nos potes de vidro, aumenta o tempo de vida do palmito pupunha depois de aberto de seis para 22 dias.

O novo prazo de validade possibilita ampliar o mercado de exportação do alimento. A técnica foi desenvolvida pelo Instituto Nacional de Tecnologia (INT), do Rio de Janeiro, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que já estudava melhorias para as condições do produto.

A embalagem foi concebida com uma variedade de papel cartão. O interior é revestido de verniz e a parte externa de filme plástico, que impedem a absorção de umidade. "Escolhemos o cartão para produzir a embalagem por facilitar o transporte do produto, além de ser economicamente mais viável. Apesar de o vidro ser muito utilizado, o material é pesado e torna o frete mais caro para o produtor", diz o pesquisador da Divisão de Desenho Industrial do INT, Luiz Carlos Mota.

Segundo o INT, o objetivo do projeto é fazer com que o produto chegue a mais mercados. Com mais oferta e demanda, o preço do palmito pupunha pode reduzir. "A intenção é transferir tecnologia para que os próprios produtores desenvolvam as embalagens", afirmou Mota.

Este ano, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) investirá R$ 7,5 milhões para que o INT desenvolva embalagens para outros alimentos, como o caqui, a manga, o mamão e outras variedades de palmito. Nos primeiros testes com o caqui, fruto que é colhido em apenas quatro meses do ano, o prazo de validade para consumo dobrou.

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