sexta-feira, 19 de março de 2010

Uso de imagem digital para seleção e classificação de frutas e hortaliças

O Brasil é um dos três maiores produtores de frutas do mundo, ficando somente atrás da China e Índia, representando cerca de 5% da produção mundial. Sua produção superou 40 milhões de toneladas em 2008, sendo que o mercado de frutas frescas detém cerca de 47% do total produzido, afirmam Juliana Sanches e Antônio Carlos Loureiro Lino, pesquisadores do Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico (IAC) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.



Apesar do número crescente em produção de frutas e hortaliças, cerca de 20 a 30% não chega até a mesa do consumidor o que está associado à falta de tecnologia apropriada. Estas perdas ocorrem em toda a cadeia produtiva, porém, é na pós-colheita que se concentram os maiores prejuízos e são devidos, principalmente à embalagem, manuseio, transporte inadequados, técnicas de conservação incipientes e falta de seleção e padronização, informam os pesquisadores.

A seleção e classificação de frutas e hortaliças merecem atenção, pois apesar de ser tradicionalmente um trabalho de natureza manual, o mercado brasileiro está buscando a profissionalização. Para satisfazer as exigências de qualidade do mercado, sistemas de classificação e caracterização objetiva não-destrutivos estão sendo desenvolvidos através do uso de sensores e dispositivos eletrônicos.

Porém, a implementação tecnológica neste setor se torna inviável devido ao alto custo de softwares, equipamentos, além dos custos operacionais. Dessa forma, o programa Uso de Imagem Digital para Seleção e Classificação de Frutas e Hortaliças, desenvolvido pelo IAC, tem como objetivo estudar a adaptação de softwares com código-fonte aberto para habilitar o sistema de seleção e classificação, através do reconhecimento da forma, tamanho, volume, cor e danos mecânicos e/ou fisiológicos, a baixo custo.

O projeto Utilização da técnica de processamento de imagens para seleção e classificação de morangos faz parte deste programa com resultados promissores quanto à seleção de morangos quanto ao tamanho e formato. Através do desenvolvimento de algoritmos, aplicou-se o tratamento de imagens nos morangos captados, processando-os de maneira que a sua forma se tornasse evidente, permitindo o reconhecimento individual de cada fruto, possibilitando a determinação de suas dimensões, comentam os pesquisadores.

Através dos resultados gerados neste projeto, é possível concluir que a técnica óptica pode ser uma saída para problemas relacionados à seleção de frutas e hortaliças, fornecendo maior agilidade e confiabilidade devido a sua precisão na seleção, além de baixo custo para a sua implantação, afirmam.

Noticia obtida no site:
http://www.agrosoft.org.br/agropag/213677.htm

segunda-feira, 8 de março de 2010

2º Simpósio Internacional de Extrusão de Alimentos

O 2º Simpósio Internacional de Extrusão de Alimentos será realizado nos dias 23 a 25 de junho, no Rio de Janeiro, com promoção da Embrapa Agroindústria de Alimentos e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A extrusão é uma técnica de processamento de matérias-primas que permite produzir alimentos sem glúten, como massas, doces e sopas instantâneas. O tema interessa aos portadores de doença celíaca (patologia que atrofia as vilosidades da mucosa do intestino delgado prejudicando a absorção de nutrientes e água).

O simpósio será dirigido a empresas de alimentos, técnicos e pesquisadores ligados a nutrição, engenharia de alimentos, química, biologia, agronomia e zootecnia.

Estarão reunidos palestrantes da França, Estados Unidos e Brasil em sessões de debate ligadas a produtos proteicos na indústria de extrusão de alimentos, novos produtos derivados da extrusão, automação na indústria de alimentos e elaboração de ingredientes funcionais por extrusão termoplástica.

Mais informações: www.isfex.com.br e (21) 3622-9796.

Noticia obtido no site:
http://www.agencia.fapesp.br/materia/11863/2-simposio-internacional-de-extrusao-de-alimentos.htm

quarta-feira, 3 de março de 2010

Inscrições para curso prático em Microbiologia de Alimentos

Inscrições para curso prático em Microbiologia de Alimentos

O Laboratório de Microbiologia e Controle de Alimentos do Instituto de Ciência e Tecnologia de Alimentos (ICTA) está recebendo inscrições para o “Curso Prático em Microbiologia de Alimentos”, que ocorre no período de 8 a 12 deste mês. A atividade tem o objetivo de capacitar os responsáveis pela manipulação de alimentos, proprietários de serviços de alimentação, nutricionistas, engenheiros de alimentos, estudantes de graduação e demais profissionais da área da alimentação. As inscrições devem ser efetuadas até o próximo dia 5, sexta-feira. Mais informações pelo telefone 3308-6677 e através da página abaixo indicada.

Mais informações no site:
http://www.ufrgs.br/icta/Noticias/2010/CursoMicrobiologia2010.html

Fonte:
www.ufrgs.br

Manipulação inadequada pode comprometer carne de sol

Manipulação inadequada pode comprometer carne de sol

A carne de sol é muito procurada em casas do norte, que vendem alimentos típicos do Nordeste brasileiro, mas uma pesquisa da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP) revela que 90,9% do produto é comercializado sob condições higiênicas e sanitárias inadequadas. O armazenamento impróprio e as práticas incorretas dos manipuladores de alimentos verificadas no estudo podem tornar a carne de sol uma fonte de contaminação, especialmente devido à presença de bactérias nocivas á saúde humana.

A matéria completa segue abaixo ou pode ser acessada no endereço:
http://www.agrosoft.org.br/agropag/213516.htm

Na pesquisa, a médica veterinária Tatiana Almeida Mennucci coletou amostras de carne de sol em 22 casas do norte em Diadema (Grande São Paulo). A cidade, com 32 quilômetros quadrados (km2) de extensão e 400.000 habitantes, possui aproximadamente 40% de moradores de origem nordestina, o que leva a um grande consumo do produto.

"Como a carne de sol é produzida artesanalmente, não existem normas oficiais para sua elaboração e controles de qualidade e segurança", ressalta Tatiana. "A presença de contaminantes físicos e bactérias foi avaliada com base nas resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)".

Das 44 amostras coletadas, 42 apresentavam algum tipo de contaminante físico. "Houve presença significativa de contaminantes proibidos pela legislação, como insetos mortos, fragmentos e larvas de insetos e pêlos de roedores", relata a médica veterinária. "Também foram encontrados ácaros, bárbulas (filamentos das penas de aves), fungos e pedaços de ossos, madeira e plástico". A avaliação aconteceu no Laboratório de Microscopia do Instituto Adolfo Lutz, da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.

As analises microbiológicas, realizadas no Instituto Biológico, ligado a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, indicaram que 50% das amostras estavam contaminadas por algum tipo de bactéria. "Verificou-se contaminação por Salmonella spp, Escherichia coli e Staphylococcus aureus, todas associadas a quadros de diarréia em seres humanos", aponta a pesquisadora.

"Os maiores riscos à saúde são causados pela Staphylococcus aureus, cuja multiplicação no produto salgado in natura propicia a produção de uma toxina nociva, que não é eliminada quando o produto é submetido a processo térmico".

MANIPULAÇÃO

A pesquisa também avaliou as condições dos estabelecimentos que comercializam a carne de sol, quanto a exposição e manipulação das peças. "Em todas as casas do norte visitadas, o produto estava exposto sem qualquer tipo de embalagem ou proteção, o que pode facilitar a presença de contaminantes físicos", diz a pesquisadora. "Da mesma forma, em todos os estabelecimentos, a mesma faca usada para cortar a carne in natura servia para o corte de queijos e doces, aumentado os riscos de contaminação cruzada com outros prontos para o consumo".

Apenas um estabelecimento possuía lavatório para que os manipuladores de alimentos pudessem higienizar as mãos. "Mesmo nesse local, não havia sabão líquido nem papel toalha à disposição", conta. Entre os manipuladores, 45,4% usavam algum tipo de adorno, como relógios e alianças. "O contato com diversos tipos de alimentos e produtos faz com que esses objetos acumulem sujeira, que também poderá ser um veículo de contaminação cruzada", acrescenta a médica veterinária.

A maioria das casas do norte possuía apenas um ou dois funcionários, o que levava 72,3% a manipularem dinheiro, apontado em pesquisas como fonte de contaminação. A pesquisadora ressalta como aspecto positivo o fato de 77,6% dos manipuladores terem apresentado as unhas cortadas e 72,7% mantê-las limpas, pois a sujeira acumulada também pode levar contaminantes aos alimentos.

"As entidades fiscalizadoras devem exigir a presença de lavatórios para higienização das mãos nestes locais, além de maior proteção dos alimentos que, de preferência, devem ser mantidos sob refrigeração", aponta Tatiana.

A médica veterinária também sugere a realização de cursos de formação para os manipuladores, para que possam lidar com os alimentos de forma adequada, evitando riscos para a saúde.

A pesquisa, parte da dissertação de mestrado de Tatiana, teve orientação do professor Pedro Manuel Leal Germano, da Faculdade de Saúde Pública.

MAIS INFORMAÇÕES

Tatiana Almeida Mennucci
E-mail: tatmennucci@usp.br

terça-feira, 2 de março de 2010

Aracaju sedia o 2º Simpósio em Ciência e Tecnologia de Alimentos

Com o tema central Avanços em Tecnologia de Alimentos, o 2º Simpósio em Ciência e Tecnologia de Alimentos será realizado de 18 a 21 de abril, em Aracaju. O evento, que ocorrerá conjuntamente com o 1º Congresso do Instituto Nacional de Frutos Tropicais, tem o objetivo de apresentar inovações tecnológicas de interesse nacional, a fim de discutir e difundir tecnologias inovadoras geradas para a indústria de alimentos, tanto em nível nacional como para os Arranjos Produtivos Locais (APLs) do Estado de Sergipe.

A matéria completa segue abaixo ou pode ser acessada no endereço:
http://www.agrosoft.org.br/agropag/213515.htm

O simpósio reunirá profissionais da área de alimentos, pesquisadores e estudantes de graduação e de pós-graduação. Segundo os organizadores, o evento pretende contribuir para a difusão do conhecimento das pesquisas geradas em ciência e tecnologia de alimentos, especialmente sobre frutos tropicais.

A iniciativa é da Sociedade Brasileira de Ciência e Tecnologia de Alimentos (SBCTA), cuja regional de Sergipe tem sede no Núcleo de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal de Sergipe (UFS).

Mais informações: www.simposioctalimentos.com.br.

1º Seminário Inovação e Tecnologia na Área de Alimentos

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) realizará, no dia 15 de abril, o 1º Seminário em Inovação e Tecnologia na Área de Alimentos, no Rio de Janeiro.

Os objetivos do evento são promover a cultura da inovação e estimular parcerias na área. O seminário também apresentará os principais programas de mestrado profissional relacionados a alimentos no país.

“Inovação tecnológica na área de alimentos: a perspectiva do ensino e da pesquisa”, “Inovação tecnológica na área de alimentos: a perspectiva da indústria” e “O mestrado profissional em ciência e tecnologia de alimentos no Sudeste do Brasil e potenciais para o Estado do Rio de Janeiro” serão os principais temas.

O envio dos resumos dos trabalhos pode ser feito até 7 de março. O evento será realizado no auditório do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ), localizado na rua Senador Furtado, 121, na unidade do Macaranã, na capital fluminense.

Mais informações: www.ctaa.embrapa.br/download/folder_seminario.pdf

A matéria foi retirada do site:
http://www.agencia.fapesp.br/materia/11834/1-seminario-inovacao-e-tecnologia-na-area-de-alimentos.htm