O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) informou que pretende resolver as diferenças entre os processos de certificação brasileiro e norte-americano de carne processada. O uso de sistemas distintos de avaliação levou os Estados Unidos a impedirem a entrada de um lote do frigorífico JBS Friboi no dia 27 de maio de 2010. Por causa disso, o governo brasileiro suspendeu as certificações e embarques de carne processada para os Estados Unidos.
As autoridades norte-americanos alegaram que as carnes continham o vermífugo Ivermectina acima do limite permitido pela legislação de seu país. De acordo com o Ministério da Agricultura, o problema está na metodologia de certificação aplicada pelos dois países, que apresentam algumas diferenças. Para corrigi-las, técnicos dos dois países se reunirão nos próximos dias para chegar a um acordo sobre os critérios adotados.
Enquanto isso, o atual modelo de certificação e, consequentemente, as exportações de carne processada para os Estados Unidos estão suspensos até que um novo padrão seja definido. Os norte-americanos gastaram, nos três primeiros meses deste ano, US$ 49 milhões com a importação desses produtos do Brasil, aparecendo como o maior importador.
ADIDOS AGRÍCOLAS ASSUMEM POSTOS NO EXTERIOR
A partir de hoje (31/05/10), os adidos agrícolas brasileiros começam a assumir seus postos nas embaixadas para as quais foram designados. O primeiro será o representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento em Bruxelas, na Bélgica, Odilson Ribeiro, que acompanhará as negociações bilaterais com os países da União Europeia, principal destino das exportações do agronegócio do Brasil. Os outros sete nomeados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em abril deste ano, assumem até meados de julho.
Os adidos agrícolas trabalharão em postos estratégicos para o comércio agropecuário brasileiro. Esequiel Liuson, designado para a missão diplomática em Pequim (China), terá a responsabilidade de cuidar de negociações e questões sanitárias no país que, há dois anos, é o maior importador individual do agronegócio brasileiro. Em 2009, a receita da exportação para os chineses alcançou US$ 8,9 bilhões.
Em outros casos, esses profissionais estarão em importantes centros de negociação, como Genebra (Suíça). A atuação de Guilherme Antônio da Costa Júnior será ativa junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) e outros organismos multilaterais sediados naquela cidade. Ocupam os demais Postos Bivanilda Tapias, em Buenos Aires (Argentina); Rinaldo Junqueira, em Moscou (Rússia); Gilmar Paulo Henz, em Pretória (África do Sul); Gutemberg Barone Nojosa, em Tóquio (Japão); e Horrys Friaça, em Washington (Estados Unidos).
O secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Célio Porto, enfatiza que, além de defender os interesses do Brasil em cada país, os escolhidos terão o papel de identificar oportunidades de exportação para produtos nacionais. "Os adidos agrícolas vão ajudar o governo brasileiro nas questões de abertura e manutenção de mercados, corrigindo e antecipando eventuais problemas", enfatiza. Desde a nomeação, o grupo tem se reunido com representantes de entidades exportadoras do agronegócio.
Cada missão vai durar, pelo menos, dois anos. Os adidos foram selecionados entre 195 funcionários de carreira do Ministério da Agricultura e de órgãos vinculados, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Conheça o perfil dos adidos agrícolas:
Bivanilda Almeida Tapias - Argentina
Especialista em propriedade intelectual, a engenheira agrônoma Bivanilda Tapias, natural de Porto Velho (RO), é também mestre e doutora em fitopatologia, com ênfase em biotecnologia. Desde 2005, coordena a área de Incentivo à Indicação Geográfica de Produtos Agropecuários do Ministério da Agricultura, embora já atuasse com a agenda de indicação geográfica, desde 2003, nas negociações do acordo comercial União Europeia-Mercosul. Nessa atividade, no MAPA, contribuiu com outros departamentos. Destacou-se, por sua atuação, como representante do MAPA na Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). Na concepção da nova adida agrícola, o Brasil tem acesso a mercados externos para seus produtos agrícolas, agora o desafio é promover e melhorar os acordos comerciais. Bivanilda acredita que, em geral, o entrave é burocrático e não fitossanitário.
Esequiel Liuson - China
Mestre em epidemiologia aplicada às zoonoses pela Universidade São Paulo (USP), o médico veterinário ingressou na carreira de fiscal federal agropecuário do Mapa em 2002. É chefe do Serviço de Inspeção de Produtos Agropecuários na Superintendência Federal de Agricultura em São Paulo, desde fevereiro de 2007. Foi coordenador de Certificação e Habilitação da Secretaria de Defesa Agropecuária, em 2005, quando o Brasil recebeu mais de 60 missões oficiais internacionais de 20 países, sobre produtos de origem animal. Filho de imigrantes chineses cristãos, o paulista Liuson concorreu à vaga para adido agrícola em Pequim por acreditar que a sua formação pessoal e cultural seja ferramenta complementar à experiência profissional adquirida no Ministério da Agricultura. Deseja, com sua atuação, superar os desafios das relações Brasil-China no campo do agronegócio.
Gilmar Paulo Henz - África do Sul
Gilmar Henz nasceu em Santo Ângelo (RS). Engenheiro agrônomo, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), fez mestrado e doutorado em fitopatologia na Universidade de Brasília (UnB). Pesquisador em doenças de plantas e tecnologia de pós-colheita da Embrapa Hortaliças, no Distrito Federal, desde 1989, foi chefe de Comunicação e Negócios, entre 2004 e 2008, coordenando as atividades de transferência de tecnologia, publicações e cooperação técnica. Tem ampla experiência internacional, com treinamentos em renomadas instituições científicas do Peru, Hungria, Taiwan, Coreia do Sul, Japão e Estados Unidos. Como consultor da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) atuou em missões técnicas na Bolívia, Angola e Moçambique. É membro de associações científicas brasileiras e internacionais nas áreas de fitopatologia, horticultura e editoração científica. Foi editor-chefe da revista Horticultura Brasileira no período 1990-1997. Já editou dois livros, publicou 38 artigos científicos e foi autor também de 14 capítulos de livros.
Guilherme Antonio da Costa Júnior - Suíça
O pernambucano Guilherme Antonio da Costa Júnior é médico veterinário e fiscal federal agropecuário. No Ministério da Agricultura, desde 1981, especializou-se em inocuidade dos alimentos no Japão (1995) e desenvolveu atividades no Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária. Em 1990, iniciou trabalhos na área de negociações bilaterais e multilaterais, ao participar da elaboração e implementação de memorandos de entendimentos, negociações de interesse do Brasil em fóruns como o Codex Alimentarius. Desde 2005, exerce atividades no Departamento de Negociações Sanitárias e Fitossanitárias da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio, onde já ocupou o cargo de coordenador-geral de Negociação na Organização Mundial do Comércio (OMC) por mais de três anos. Atualmente, é diretor do departamento. É alto o grau de expectativa para seu o trabalho em Genebra, considerando a importância das negociações multilaterais e bilaterais sobre questões relacionadas ao agronegócio, que refletem no acesso e manutenção de mercados para os produtos brasileiros.
Gutemberg Barone de Araújo - Japão
Com conhecimento em negociações fitossanitárias internacionais, praticados em países como Argentina, Chile, China, Estados Unidos, Japão e Peru, o cearense Gutemberg Barone de Araújo Nojosa é engenheiro agrônomo e doutor em fitopatologia pela Universidade Federal de Lavras (UFLA). Trabalha como fiscal federal agropecuário desde 2003 e é coordenador-geral de Proteção de Plantas da Secretaria de Defesa Agropecuária. Antes, atuou em assistência a pequenos produtores na Secretaria da Agricultura e Pecuária do Ceará. No Ministério da Agricultura, trabalhou na Coordenação de Biossegurança de Organismos Geneticamente Modificados, como coordenador de Assuntos Fitossanitários Internacionais e como coordenador-geral substituto de Negociações na Organização Mundial do Comércio. Tem experiência em defesa vegetal e em negociações no âmbito da Convenção Internacional para a Proteção dos Vegetais (CIPV) e do Acordo de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias da OMC. Gutemberg tem prática em organização de eventos internacionais, edição de livros e trabalhos científicos na área de defesa vegetal.
Horrys Friaça Silva - Washington - Estados Unidos
Carioca, 33 anos, graduado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) em 1999 e doutor, pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), em medicina veterinária. Ingressou na carreira de fiscal federal agropecuário do Ministério da Agricultura, em 2003. Dois anos depois, foi nomeado coordenador de Assuntos Internacionais Zoossanitários do Departamento de Negociações Sanitárias e Fitossanitárias da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio. Desde 2008, exerce a função de coordenador-geral de Acordos Bilaterais e Regionais. Horrys tem experiência na área de negociações sanitárias internacionais, bilaterais e multilaterais, para ingresso e manutenção do comércio de produtos agropecuários. Participa, ativamente, das negociações com os principais mercados do agronegócio brasileiro. Em relação às perspectivas da nova função, pretende cooperar com a equipe da embaixada, em Washington, no atendimento às demandas técnicas específicas, para a abertura do mercado americano para os produtos agropecuários brasileiros ainda não exportados, bem como para a consolidação e facilitação do acesso aos itens já exportados.
Odilson Luiz Ribeiro e Silva - Bélgica
Engenheiro agrônomo Odilson Luiz Ribeiro e Silva, mineiro, formado na Universidade Federal de Lavras (UFLA) e pós-graduado em economia e sociologia rural pela Faculdade de Agronomia de Gembloux, na Bélgica. Servidor do Ministério da Agricultura desde 1983, já exerceu todas as funções de chefia no Departamento de Sanidade Vegetal. Faz parte, ainda, da sua trajetória profissional a presidência do Comitê de Normas da Convenção Internacional para a Proteção dos Vegetais da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Desde 1994, opera em negociações internacionais na área sanitária e fitossanitária no âmbito da OMC, Mercosul e Cosave. Iniciou a negociação dos Conselhos Consultivos Agrícolas entre o Brasil e Estados Unidos e também com a Indonésia. Coordenou a elaboração de normas nacionais e internacionais para questões fitossanitárias. Ainda no Ministério da Agricultura, foi secretário de Defesa Agropecuária substituto por três anos, e diretor de programas da área vegetal da Secretaria de Defesa Agropecuária.
Rinaldo Junqueira de Barros - Rússia
O engenheiro de alimentos Rinaldo Junqueira de Barros, formado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), paulista de Igarapava e, desde 1978, é empregado da Companhia Nacional de Abastecimento. Chegou ao Ministério da Agricultura em 1999, onde exerceu cargos expressivos de coordenação e direção. Ainda, no MAPA, chefiou o gabinete da Secretaria-Executiva. Foi chefe da Delegação Brasileira em Missão à Pequim (China), representante da pasta em Reunião dos Ministros de Agricultura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), na Guiné-Bissau (África), membro das Delegações Brasileiras na Conferência da FAO e no World Economic Forum, em Nova Iorque. Atuou, também, como membro dos Conselhos de Administração e Fiscal, na gestão superior e no controle de empresas estatais (Ceasa/PR, Ceagesp, CeasaMinas e Casemg).
FONTES
Agência Brasil
Danilo Macedo - Repórter
João Carlos Rodrigues - Edição
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Eline Santos - Jornalista
segunda-feira, 31 de maio de 2010
sábado, 29 de maio de 2010
Pesquisa traça perfil do consumo de alimentos na próxima década
O alimento da próxima década será mais saboroso, saudável, de preparo fácil e rápido, de qualidade assegurada, sustentável e ético. O consumidor buscará comida que traga os mais amplos benefícios a preço mais acessível. Haverá maior complexidade no rol de produtos para se alinhar às cinco macrotendências globais da alimentação: Sensorialidade e Prazer, Saudabilidade e Bem-Estar, Conveniência e Praticidade, Confiabilidade e Qualidade e Sustentabilidade e Ética. Um produto que agregue todos os benefícios é o que procura a indústria alimentícia que já oferece alimentos mesclando as tendências.
As mudanças virão para atender ao desejo do consumidor que está mais crítico, mais bem informado e exigente a respeito de fatores sociais e ambientais e decidido a buscar produtos mais saudáveis. Outros fatores que influenciam a modificação de hábito e padrão de consumo é a redução do tamanho da família, a entrada na mulher no mercado de trabalho, o aumento no poder de compra, no nível de escolaridade e na expectativa de vida. Esse cenário está traçado no projeto Brasil Food Trends 2020, feito pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, e pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
O documento foi organizado a partir de pesquisas em mercados com os quais o Brasil mantém intercâmbio comercial e cultural e foram validadas por estudos elaborados por centros de referência internacionais. Para verificar se as tendências observadas no exterior se aplicavam ao consumidor brasileiro, a Fiesp solicitou ao Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) pesquisa nacional que traçasse o perfil de consumo de alimentos no Brasil. "Houve forte aderência brasileira às tendências de consumo encontradas em outros países do mundo", informa o diretor-geral do Ital, Luis Madi.
TENDÊNCIAS E ESTRATÉGIAS
A análise das tendências da alimentação com seus impactos e a pesquisa Fiesp/Ibope são para fornecer informações estratégicas à indústria alimentícia para nortear pesquisa, desenvolvimento e inovação e criar alimentos que atendem às novas exigências e preferências do consumidor, afirma Madi. "É nossa função antecipar as tendências de alimentação do futuro e prover as pequenas, micros e médias empresas de informações estratégicas para que elas possam se desenvolver com mais competência".
Para atender ao neoconsumidor, como está sendo chamado, deverão entrar em cena ingredientes mais seguros, embalagens ambientalmente adequadas e com informações nutricionais detalhadas, novos processos produtivos e novos ambientes de consumo. Tudo deverá ser criado especialmente para cada uma das macrotendências. Uma loja do futuro para a tendência sensorialidade e prazer precisa ter ambiente (virtual e real) diferenciado, ser confortável, com entretenimento e tecnologia (TV, vídeo, computador), rotisseria e mix de produtos sob medida.
MACROTENDÊNCIAS/2020
A partir dos benefícios e preferências desejados e esperados pelo consumidor, o estudo do Ital/Fiesp trouxe alguns exemplos de produtos inovadores que ilustram como os alimentos podem atender às novas tendências. Para entender melhor, imagine as macrotendências como grandes famílias. A família da Sensorialidade e Prazer é a que mais gosta de comer por prazer, são os apaixonados por comida (foodies). Como em toda grande família, há preferências individuais. O mesmo vale para macrotendências que têm as suas microtendências.
Fazem parte desta família o premium, o indulgente sem culpa, o escape da rotina diária e o gourmet. O premium gosta de versão sofisticada de alimentos tradicionais com variação de sabor, texturas e novos estímulos sensoriais. Consome café, água mineral, chocolate com algo a mais, um pequeno luxo. Trata-se de produto mais elaborado e destinado a quem tem maior renda, mas estará acessível a público menos restrito sob a condição "hoje vou me dar ao luxo de ...". Bem representativo em países em desenvolvimento.
O indulgente sem culpa quer consumir guloseimas calóricas e gordurosas com a consciência tranquila, por isso escolhe versões zero, light, sugar free e em porção reduzida. Consome chocolate que combine benefícios do amargo (saudável), gourmet (sabor), orgânico (preocupação ambiental) e fairtrade (empresa com responsabilidade social). O escape da rotina é fã de comida exótica e prefere alimento com apelo lúdico e interativo. Inclui-se nesse segmento o público infanto-juvenil, com suas especificidades, adepto de divertimento e interatividade.
O gourmet escolhe receitas tradicionais ou originadas em restaurantes e, se possível, com participação de chefs de cozinha ou com assinatura deles. Gosta de provar sabores característicos de outros países (étnicos e exóticos) e de produtos sofisticados que tragam melhorias nas refeições domésticas. O estudo vê grande oportunidade para o Brasil explorar isso já que produz iguarias exóticas muito apreciadas no exterior (açaí, caju).
SAUDÁVEL E PRÁTICO
A família Saudabilidade e Bem-estar preza o natural, integral, puro. Integra esta família o saudável e nutritivo, light/diet, fortificado e energético. O saudável e nutritivo dá preferência ao alimento natural e fresco (frutas, hortaliças e verduras, cortadas e embaladas), mas aceita o minimamente processado ou com adição de frutas e grãos. O diet/light fica de olho na embalagem checando calorias e ingredientes para ver se não compromete a dieta alimentar ou não prejudique sua saúde porque é diabético, idoso, alérgico.
O fortificado quer ingredientes probióticos, prebióticos, simbióticos e antioxidantes para melhorar problemas de saúde e prevenir doenças (colesterol, osteoporose, câncer, hipertensão). O energético é adepto de alimento que melhore o desempenho físico e mental e que tenha propriedades cosméticas que retarde o envelhecimento.
A família conveniência e praticidade valoriza a comodidade, a facilidade e a rapidez e quer do básico ao mais elaborado. Tem a turma do prático para preparo e a do snack. A primeira escolhe pratos prontos e semiprontos, para forno e micro-ondas e alimentos de fácil preparo e, de preferência, com embalagens de fácil abertura, fechamento e descarte. A do snack quer saciar a fome onde estiver, em diferentes lugares e situações, e ter tudo pronto e em porção individual.
CONFIÁVEL E ÉTICO
A família Qualidade e Confiabilidade procura por garantias de qualidade e de segurança estampadas nos rótulos das embalagens dos produtos. Divide-se em naturais e orgânicos e qualidade e segurança. Ambos gostam de embalagem ativas e inteligentes. O primeiro escolhe os naturais e orgânicos para fugir de ingredientes artificiais. O outro tem ouvido ainda mais sensível a palavras como selo de segurança, certificação, rastreabilidade, identificação da origem.
A família Sustentabilidade e Ética segue o lema "comer bem fazendo o bem" e divide-se em fairtrade e carbon footprint. É adepta de embalagens recicláveis e recicladas. A primeiro prefere produto proveniente de empresa fairtrade, ou seja, que tenha comportamento sustentável, ético e sem maus-tratos a animais. Não resiste ao apelo à solidariedade e à participação em projetos sociais. A carbon footprint (pegada de carbono) prefere alimentos com menos "pegadas" de carbono, ou seja, menor impacto ambiental ou que contribua para a preservação da vida na Terra.
PARA SABER MAIS
Clique aqui e saiba mais sobre o projeto Brasil Food Trends 2020.
FONTE
SP Notícias
Reportagem retirada do site:
http://www.agrosoft.org.br/agropag/214463.htm
As mudanças virão para atender ao desejo do consumidor que está mais crítico, mais bem informado e exigente a respeito de fatores sociais e ambientais e decidido a buscar produtos mais saudáveis. Outros fatores que influenciam a modificação de hábito e padrão de consumo é a redução do tamanho da família, a entrada na mulher no mercado de trabalho, o aumento no poder de compra, no nível de escolaridade e na expectativa de vida. Esse cenário está traçado no projeto Brasil Food Trends 2020, feito pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, e pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
O documento foi organizado a partir de pesquisas em mercados com os quais o Brasil mantém intercâmbio comercial e cultural e foram validadas por estudos elaborados por centros de referência internacionais. Para verificar se as tendências observadas no exterior se aplicavam ao consumidor brasileiro, a Fiesp solicitou ao Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) pesquisa nacional que traçasse o perfil de consumo de alimentos no Brasil. "Houve forte aderência brasileira às tendências de consumo encontradas em outros países do mundo", informa o diretor-geral do Ital, Luis Madi.
TENDÊNCIAS E ESTRATÉGIAS
A análise das tendências da alimentação com seus impactos e a pesquisa Fiesp/Ibope são para fornecer informações estratégicas à indústria alimentícia para nortear pesquisa, desenvolvimento e inovação e criar alimentos que atendem às novas exigências e preferências do consumidor, afirma Madi. "É nossa função antecipar as tendências de alimentação do futuro e prover as pequenas, micros e médias empresas de informações estratégicas para que elas possam se desenvolver com mais competência".
Para atender ao neoconsumidor, como está sendo chamado, deverão entrar em cena ingredientes mais seguros, embalagens ambientalmente adequadas e com informações nutricionais detalhadas, novos processos produtivos e novos ambientes de consumo. Tudo deverá ser criado especialmente para cada uma das macrotendências. Uma loja do futuro para a tendência sensorialidade e prazer precisa ter ambiente (virtual e real) diferenciado, ser confortável, com entretenimento e tecnologia (TV, vídeo, computador), rotisseria e mix de produtos sob medida.
MACROTENDÊNCIAS/2020
A partir dos benefícios e preferências desejados e esperados pelo consumidor, o estudo do Ital/Fiesp trouxe alguns exemplos de produtos inovadores que ilustram como os alimentos podem atender às novas tendências. Para entender melhor, imagine as macrotendências como grandes famílias. A família da Sensorialidade e Prazer é a que mais gosta de comer por prazer, são os apaixonados por comida (foodies). Como em toda grande família, há preferências individuais. O mesmo vale para macrotendências que têm as suas microtendências.
Fazem parte desta família o premium, o indulgente sem culpa, o escape da rotina diária e o gourmet. O premium gosta de versão sofisticada de alimentos tradicionais com variação de sabor, texturas e novos estímulos sensoriais. Consome café, água mineral, chocolate com algo a mais, um pequeno luxo. Trata-se de produto mais elaborado e destinado a quem tem maior renda, mas estará acessível a público menos restrito sob a condição "hoje vou me dar ao luxo de ...". Bem representativo em países em desenvolvimento.
O indulgente sem culpa quer consumir guloseimas calóricas e gordurosas com a consciência tranquila, por isso escolhe versões zero, light, sugar free e em porção reduzida. Consome chocolate que combine benefícios do amargo (saudável), gourmet (sabor), orgânico (preocupação ambiental) e fairtrade (empresa com responsabilidade social). O escape da rotina é fã de comida exótica e prefere alimento com apelo lúdico e interativo. Inclui-se nesse segmento o público infanto-juvenil, com suas especificidades, adepto de divertimento e interatividade.
O gourmet escolhe receitas tradicionais ou originadas em restaurantes e, se possível, com participação de chefs de cozinha ou com assinatura deles. Gosta de provar sabores característicos de outros países (étnicos e exóticos) e de produtos sofisticados que tragam melhorias nas refeições domésticas. O estudo vê grande oportunidade para o Brasil explorar isso já que produz iguarias exóticas muito apreciadas no exterior (açaí, caju).
SAUDÁVEL E PRÁTICO
A família Saudabilidade e Bem-estar preza o natural, integral, puro. Integra esta família o saudável e nutritivo, light/diet, fortificado e energético. O saudável e nutritivo dá preferência ao alimento natural e fresco (frutas, hortaliças e verduras, cortadas e embaladas), mas aceita o minimamente processado ou com adição de frutas e grãos. O diet/light fica de olho na embalagem checando calorias e ingredientes para ver se não compromete a dieta alimentar ou não prejudique sua saúde porque é diabético, idoso, alérgico.
O fortificado quer ingredientes probióticos, prebióticos, simbióticos e antioxidantes para melhorar problemas de saúde e prevenir doenças (colesterol, osteoporose, câncer, hipertensão). O energético é adepto de alimento que melhore o desempenho físico e mental e que tenha propriedades cosméticas que retarde o envelhecimento.
A família conveniência e praticidade valoriza a comodidade, a facilidade e a rapidez e quer do básico ao mais elaborado. Tem a turma do prático para preparo e a do snack. A primeira escolhe pratos prontos e semiprontos, para forno e micro-ondas e alimentos de fácil preparo e, de preferência, com embalagens de fácil abertura, fechamento e descarte. A do snack quer saciar a fome onde estiver, em diferentes lugares e situações, e ter tudo pronto e em porção individual.
CONFIÁVEL E ÉTICO
A família Qualidade e Confiabilidade procura por garantias de qualidade e de segurança estampadas nos rótulos das embalagens dos produtos. Divide-se em naturais e orgânicos e qualidade e segurança. Ambos gostam de embalagem ativas e inteligentes. O primeiro escolhe os naturais e orgânicos para fugir de ingredientes artificiais. O outro tem ouvido ainda mais sensível a palavras como selo de segurança, certificação, rastreabilidade, identificação da origem.
A família Sustentabilidade e Ética segue o lema "comer bem fazendo o bem" e divide-se em fairtrade e carbon footprint. É adepta de embalagens recicláveis e recicladas. A primeiro prefere produto proveniente de empresa fairtrade, ou seja, que tenha comportamento sustentável, ético e sem maus-tratos a animais. Não resiste ao apelo à solidariedade e à participação em projetos sociais. A carbon footprint (pegada de carbono) prefere alimentos com menos "pegadas" de carbono, ou seja, menor impacto ambiental ou que contribua para a preservação da vida na Terra.
PARA SABER MAIS
Clique aqui e saiba mais sobre o projeto Brasil Food Trends 2020.
FONTE
SP Notícias
Reportagem retirada do site:
http://www.agrosoft.org.br/agropag/214463.htm
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Pesquisa desenvolve nova tecnologia para conservar o mamão após a colheita
O Brasil é o principal produtor e exportador de mamão no mundo. Devido às suas características naturais – entre elas uma extensão territorial de 8.512.965 km² –, o país se destaca internacionalmente como grande supridor de frutas frescas e processadas, produzindo durante o ano 43 milhões de toneladas de frutas tropicais, subtropicais e de clima temperado, muitas delas só encontradas no Brasil. No entanto, um dos desafios dessa diversificada agroindústria exportadora é a conservação de frutos de alta perecibilidade. Esse é o objetivo da pesquisa do agrônomo e professor professor Jurandi Gonçalves de Oliveira e de seu colega, professor Marcelo Gomes da Silva, ambos da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF).
A conservação de frutos altamente perecíveis, como o mamão, requer estratégias de manejo que encarecem o custo de produção, resultando em menor competitividade dos produtores brasileiros para a comercialização em mercados mais distantes, como a União Europeia e os Estados Unidos. "O mamão mantém a qualidade de consumo apenas até 7 a 10 dias após a colheita. Existem diversas formas de armazenamento para retardar o apodrecimento, mas elas não conseguem estender muito esse tempo e a tecnologia nem sempre é barata", diz Jurandi.
As estratégias que vêm sendo utilizadas no mercado agroexportador para prolongar a conservação dos frutos levam em conta o controle da atividade respiratória e da produção do etileno. No caso dos gases envolvidos com a respiração, o O2 e o CO2 são moléculas gasosas que se difundem através dos tecidos dos mamões. "Essa difusão de gases ocorre através dos espaços intercelulares dos tecidos do fruto. Quanto mais maduro o fruto, mais líquidos das células ocupam esses espaços aéreos, diminuindo os espaços vazios e dificultando a difusão dos gases da respiração", explica.
Pesquisa desenvolve nova tecnologia para conservar o mamão após a colheita: Jurandi: estudo pode aumentar a competitividade dos exportadores brasileiros no cenário internacional
Créditos: DivulgaçãoEntre as formas de conservação, está a armazenagem do mamão em câmaras de "atmosfera controlada", com concentrações fixas de oxigênio (O2) e gás carbônico (CO2). "A ideia em voga é inibir a respiração do fruto e, com isso, atrasar o amadurecimento. Quanto mais o fruto respira, mais rápido ele amadurece", conta o professor, ressalvando, porém, que o manejo com "atmosfera controlada" tem afetado a qualidade dos frutos após o retorno à atmosfera ambiente. "A concentração de gases constante nessa atmosfera leva à fermentação dos frutos, que apodrecem".
Pensando em encontrar um método para prolongar a vida útil do mamão, o pesquisador e sua equipe propõem uma inovação tecnológica: a "atmosfera inteligente". "Ao contrário da 'atmosfera controlada', a 'atmosfera inteligente' vai utilizar, sob refrigeração, concentrações de O2 e CO2 variáveis, em função da resistência à passagem dos gases através da polpa do fruto", explica. "A proposta é utilizar uma característica da polpa do fruto ligada à movimentação dos gases que ocorre ao longo do processo de amadurecimento", completa Jurandi, que investiga na Uenf a concentração ideal de gases e a temperatura ideal para a conservação dos mamões por mais tempo entre a colheita e o consumo.
Os resultados da pesquisa, ainda no início, podem significar um divisor de águas no manejo de frutos altamente perecíveis. "A possibilidade de prolongar o tempo de armazenamento do mamão após a colheita representa um valioso passo para exportar o fruto via transporte marítimo, aumentando a competitividade do produto brasileiro", destaca Jurandi. "Os conhecimentos obtidos com o mamão podem ser ajustados e estendidos para outros frutos tropicais de interesse para produtores da região norte fluminense".
MAIS INFORMAÇÕES
Professor Jurandi Gonçalves de Oliveira
Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro
Laboratório de Melhoramento Genético Vegetal
Av. Alberto Lamego, 2000 - Sala 217, P4. LMGV/CCTA
Pq. Califórnia
CEP 28013-602 - Campos dos Goytacazes/RJ
Telefone: (22) 2726-1435
Fax: (22) 2726-1549
E-mail: jugo@uenf.br
Reportagem retirada do site:
http://www.agrosoft.org.br/agropag/214424.htm
A conservação de frutos altamente perecíveis, como o mamão, requer estratégias de manejo que encarecem o custo de produção, resultando em menor competitividade dos produtores brasileiros para a comercialização em mercados mais distantes, como a União Europeia e os Estados Unidos. "O mamão mantém a qualidade de consumo apenas até 7 a 10 dias após a colheita. Existem diversas formas de armazenamento para retardar o apodrecimento, mas elas não conseguem estender muito esse tempo e a tecnologia nem sempre é barata", diz Jurandi.
As estratégias que vêm sendo utilizadas no mercado agroexportador para prolongar a conservação dos frutos levam em conta o controle da atividade respiratória e da produção do etileno. No caso dos gases envolvidos com a respiração, o O2 e o CO2 são moléculas gasosas que se difundem através dos tecidos dos mamões. "Essa difusão de gases ocorre através dos espaços intercelulares dos tecidos do fruto. Quanto mais maduro o fruto, mais líquidos das células ocupam esses espaços aéreos, diminuindo os espaços vazios e dificultando a difusão dos gases da respiração", explica.
Pesquisa desenvolve nova tecnologia para conservar o mamão após a colheita: Jurandi: estudo pode aumentar a competitividade dos exportadores brasileiros no cenário internacional
Créditos: DivulgaçãoEntre as formas de conservação, está a armazenagem do mamão em câmaras de "atmosfera controlada", com concentrações fixas de oxigênio (O2) e gás carbônico (CO2). "A ideia em voga é inibir a respiração do fruto e, com isso, atrasar o amadurecimento. Quanto mais o fruto respira, mais rápido ele amadurece", conta o professor, ressalvando, porém, que o manejo com "atmosfera controlada" tem afetado a qualidade dos frutos após o retorno à atmosfera ambiente. "A concentração de gases constante nessa atmosfera leva à fermentação dos frutos, que apodrecem".
Pensando em encontrar um método para prolongar a vida útil do mamão, o pesquisador e sua equipe propõem uma inovação tecnológica: a "atmosfera inteligente". "Ao contrário da 'atmosfera controlada', a 'atmosfera inteligente' vai utilizar, sob refrigeração, concentrações de O2 e CO2 variáveis, em função da resistência à passagem dos gases através da polpa do fruto", explica. "A proposta é utilizar uma característica da polpa do fruto ligada à movimentação dos gases que ocorre ao longo do processo de amadurecimento", completa Jurandi, que investiga na Uenf a concentração ideal de gases e a temperatura ideal para a conservação dos mamões por mais tempo entre a colheita e o consumo.
Os resultados da pesquisa, ainda no início, podem significar um divisor de águas no manejo de frutos altamente perecíveis. "A possibilidade de prolongar o tempo de armazenamento do mamão após a colheita representa um valioso passo para exportar o fruto via transporte marítimo, aumentando a competitividade do produto brasileiro", destaca Jurandi. "Os conhecimentos obtidos com o mamão podem ser ajustados e estendidos para outros frutos tropicais de interesse para produtores da região norte fluminense".
MAIS INFORMAÇÕES
Professor Jurandi Gonçalves de Oliveira
Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro
Laboratório de Melhoramento Genético Vegetal
Av. Alberto Lamego, 2000 - Sala 217, P4. LMGV/CCTA
Pq. Califórnia
CEP 28013-602 - Campos dos Goytacazes/RJ
Telefone: (22) 2726-1435
Fax: (22) 2726-1549
E-mail: jugo@uenf.br
Reportagem retirada do site:
http://www.agrosoft.org.br/agropag/214424.htm
domingo, 23 de maio de 2010
Secador de Grãos
Secador de Grãos
A secagem de grãos é um método bastante utilizado pelos produtores, mas novas tecnologias estão surgindo para qualificar esse processo, como a exaustão e o resfriamento.
Esta reportagem mostra algumas novas formas de secagem de grãos, bem interessante, vale a pena ver o video postado no site:
http://www.agrosoft.org.br/agropag/214401.htm
A secagem de grãos é um método bastante utilizado pelos produtores, mas novas tecnologias estão surgindo para qualificar esse processo, como a exaustão e o resfriamento.
Esta reportagem mostra algumas novas formas de secagem de grãos, bem interessante, vale a pena ver o video postado no site:
http://www.agrosoft.org.br/agropag/214401.htm
sexta-feira, 14 de maio de 2010
MPF e frigoríficos chegam a consenso para termo de ajustamento de conduta
O Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso, o frigorífico JBS/Bertin e a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) chegaram a um consenso sobre o texto final do termo de ajustamento de conduta (TAC) pela pecuária sustentável. Com o fechamento do acordo, em reunião realizada no dia 11 de abril de 2010, os frigoríficos se comprometem a adquirir gado bovino apenas de fornecedores incluídos no programa mato-grossense de regularização ambiental rural, o MT Legal.
De acordo com o MPF, os fornecedores comprovarão sua participação no programa apresentando o Cadastro Ambiental Rural (CAR) até o dia 13 de novembro deste ano, quando começam as exigências. Apesar de finalizar uma importante etapa do acordo, os procuradores da República Mário Lúcio de Avelar e Marcia Brandão Zollinger ressaltaram que a formalização do TAC depende da entrega, até o próximo dia 17, do documento assinado pelos frigoríficos
Os procuradores disseram ainda que o levantamento das propriedades rurais que desrespeitam a legislação ambiental continua. Segundo eles, os pecuaristas e frigoríficos que estiverem em negociação com o MPF e não assinarem o compromisso contra o desmatamento poderão responder como réus em ações de indenização por danos ambientais, ter a propriedade embargada e suspensos seus créditos de financiamento.
FONTE
Agência Brasil
Danilo Macedo - Repórter
Nádia Franco - Edição
Reportagem retirada do site:
http://www.agrosoft.org.br/agropag/214295.htm
De acordo com o MPF, os fornecedores comprovarão sua participação no programa apresentando o Cadastro Ambiental Rural (CAR) até o dia 13 de novembro deste ano, quando começam as exigências. Apesar de finalizar uma importante etapa do acordo, os procuradores da República Mário Lúcio de Avelar e Marcia Brandão Zollinger ressaltaram que a formalização do TAC depende da entrega, até o próximo dia 17, do documento assinado pelos frigoríficos
Os procuradores disseram ainda que o levantamento das propriedades rurais que desrespeitam a legislação ambiental continua. Segundo eles, os pecuaristas e frigoríficos que estiverem em negociação com o MPF e não assinarem o compromisso contra o desmatamento poderão responder como réus em ações de indenização por danos ambientais, ter a propriedade embargada e suspensos seus créditos de financiamento.
FONTE
Agência Brasil
Danilo Macedo - Repórter
Nádia Franco - Edição
Reportagem retirada do site:
http://www.agrosoft.org.br/agropag/214295.htm
sexta-feira, 19 de março de 2010
Uso de imagem digital para seleção e classificação de frutas e hortaliças
O Brasil é um dos três maiores produtores de frutas do mundo, ficando somente atrás da China e Índia, representando cerca de 5% da produção mundial. Sua produção superou 40 milhões de toneladas em 2008, sendo que o mercado de frutas frescas detém cerca de 47% do total produzido, afirmam Juliana Sanches e Antônio Carlos Loureiro Lino, pesquisadores do Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico (IAC) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.
Apesar do número crescente em produção de frutas e hortaliças, cerca de 20 a 30% não chega até a mesa do consumidor o que está associado à falta de tecnologia apropriada. Estas perdas ocorrem em toda a cadeia produtiva, porém, é na pós-colheita que se concentram os maiores prejuízos e são devidos, principalmente à embalagem, manuseio, transporte inadequados, técnicas de conservação incipientes e falta de seleção e padronização, informam os pesquisadores.
A seleção e classificação de frutas e hortaliças merecem atenção, pois apesar de ser tradicionalmente um trabalho de natureza manual, o mercado brasileiro está buscando a profissionalização. Para satisfazer as exigências de qualidade do mercado, sistemas de classificação e caracterização objetiva não-destrutivos estão sendo desenvolvidos através do uso de sensores e dispositivos eletrônicos.
Porém, a implementação tecnológica neste setor se torna inviável devido ao alto custo de softwares, equipamentos, além dos custos operacionais. Dessa forma, o programa Uso de Imagem Digital para Seleção e Classificação de Frutas e Hortaliças, desenvolvido pelo IAC, tem como objetivo estudar a adaptação de softwares com código-fonte aberto para habilitar o sistema de seleção e classificação, através do reconhecimento da forma, tamanho, volume, cor e danos mecânicos e/ou fisiológicos, a baixo custo.
O projeto Utilização da técnica de processamento de imagens para seleção e classificação de morangos faz parte deste programa com resultados promissores quanto à seleção de morangos quanto ao tamanho e formato. Através do desenvolvimento de algoritmos, aplicou-se o tratamento de imagens nos morangos captados, processando-os de maneira que a sua forma se tornasse evidente, permitindo o reconhecimento individual de cada fruto, possibilitando a determinação de suas dimensões, comentam os pesquisadores.
Através dos resultados gerados neste projeto, é possível concluir que a técnica óptica pode ser uma saída para problemas relacionados à seleção de frutas e hortaliças, fornecendo maior agilidade e confiabilidade devido a sua precisão na seleção, além de baixo custo para a sua implantação, afirmam.
Noticia obtida no site:
http://www.agrosoft.org.br/agropag/213677.htm
Apesar do número crescente em produção de frutas e hortaliças, cerca de 20 a 30% não chega até a mesa do consumidor o que está associado à falta de tecnologia apropriada. Estas perdas ocorrem em toda a cadeia produtiva, porém, é na pós-colheita que se concentram os maiores prejuízos e são devidos, principalmente à embalagem, manuseio, transporte inadequados, técnicas de conservação incipientes e falta de seleção e padronização, informam os pesquisadores.
A seleção e classificação de frutas e hortaliças merecem atenção, pois apesar de ser tradicionalmente um trabalho de natureza manual, o mercado brasileiro está buscando a profissionalização. Para satisfazer as exigências de qualidade do mercado, sistemas de classificação e caracterização objetiva não-destrutivos estão sendo desenvolvidos através do uso de sensores e dispositivos eletrônicos.
Porém, a implementação tecnológica neste setor se torna inviável devido ao alto custo de softwares, equipamentos, além dos custos operacionais. Dessa forma, o programa Uso de Imagem Digital para Seleção e Classificação de Frutas e Hortaliças, desenvolvido pelo IAC, tem como objetivo estudar a adaptação de softwares com código-fonte aberto para habilitar o sistema de seleção e classificação, através do reconhecimento da forma, tamanho, volume, cor e danos mecânicos e/ou fisiológicos, a baixo custo.
O projeto Utilização da técnica de processamento de imagens para seleção e classificação de morangos faz parte deste programa com resultados promissores quanto à seleção de morangos quanto ao tamanho e formato. Através do desenvolvimento de algoritmos, aplicou-se o tratamento de imagens nos morangos captados, processando-os de maneira que a sua forma se tornasse evidente, permitindo o reconhecimento individual de cada fruto, possibilitando a determinação de suas dimensões, comentam os pesquisadores.
Através dos resultados gerados neste projeto, é possível concluir que a técnica óptica pode ser uma saída para problemas relacionados à seleção de frutas e hortaliças, fornecendo maior agilidade e confiabilidade devido a sua precisão na seleção, além de baixo custo para a sua implantação, afirmam.
Noticia obtida no site:
http://www.agrosoft.org.br/agropag/213677.htm
segunda-feira, 8 de março de 2010
2º Simpósio Internacional de Extrusão de Alimentos
O 2º Simpósio Internacional de Extrusão de Alimentos será realizado nos dias 23 a 25 de junho, no Rio de Janeiro, com promoção da Embrapa Agroindústria de Alimentos e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
A extrusão é uma técnica de processamento de matérias-primas que permite produzir alimentos sem glúten, como massas, doces e sopas instantâneas. O tema interessa aos portadores de doença celíaca (patologia que atrofia as vilosidades da mucosa do intestino delgado prejudicando a absorção de nutrientes e água).
O simpósio será dirigido a empresas de alimentos, técnicos e pesquisadores ligados a nutrição, engenharia de alimentos, química, biologia, agronomia e zootecnia.
Estarão reunidos palestrantes da França, Estados Unidos e Brasil em sessões de debate ligadas a produtos proteicos na indústria de extrusão de alimentos, novos produtos derivados da extrusão, automação na indústria de alimentos e elaboração de ingredientes funcionais por extrusão termoplástica.
Mais informações: www.isfex.com.br e (21) 3622-9796.
Noticia obtido no site:
http://www.agencia.fapesp.br/materia/11863/2-simposio-internacional-de-extrusao-de-alimentos.htm
A extrusão é uma técnica de processamento de matérias-primas que permite produzir alimentos sem glúten, como massas, doces e sopas instantâneas. O tema interessa aos portadores de doença celíaca (patologia que atrofia as vilosidades da mucosa do intestino delgado prejudicando a absorção de nutrientes e água).
O simpósio será dirigido a empresas de alimentos, técnicos e pesquisadores ligados a nutrição, engenharia de alimentos, química, biologia, agronomia e zootecnia.
Estarão reunidos palestrantes da França, Estados Unidos e Brasil em sessões de debate ligadas a produtos proteicos na indústria de extrusão de alimentos, novos produtos derivados da extrusão, automação na indústria de alimentos e elaboração de ingredientes funcionais por extrusão termoplástica.
Mais informações: www.isfex.com.br e (21) 3622-9796.
Noticia obtido no site:
http://www.agencia.fapesp.br/materia/11863/2-simposio-internacional-de-extrusao-de-alimentos.htm
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